Não tenho palavras para definir o livro Adeus, China - O Último Bailarino de Mao. Felizmente, tiveram a brilhante idéia de transformar o livro em filme. Sem palavras, deixo aqui o trailer do filme sobre a mais bela história de vida que já li.
Li Cunxin teve uma infância pobre e cheia de sofrimentos, embora o carinho e o amor da família nunca lhe faltaram. A única perspectiva de uma vida melhor veio ao seu encontro como um castigo, mas, para fugir da fome, só havia aquela saída: a dança.
A vida não ficou mais fácil longe de casa e dos seus 6 irmãos. Ao contrário. A adolescência foi marcada por dor, sofrimento, solidão, mas acima de tudo esperança. Li nos ensina o que é perserverança, até que ponto se consegue ir pela família e por si mesmo. Qual o preço da felicidade e nos mostra as mãos de ferro do governo Chinês.
O filme será lançado durante o Toronto International Film Festival, no Canadá, de 10 a 14 de setembro, mas o lançamento mundial está marcado para 1 de Outubro. Pelo trailer, o filme é muito fiel ao livro.
Saiba mais sobre o filme, aqui, no site oficial de Li Cunxin.
Talvez seja pelo fato de estar na Itália e respirar a Segunda Guerra Mundial por todos os lados. Talvez seja pela sensibilidade do filme. Talvez seja pelo ator mirim Matteo Sciabordi. Talvez seja porque gosto de filmes de guerra que saem da obviedade. Talvez seja porque Spike Lee não tenha me decepcionado ao mostrar o lado negro (no sentido racial da palavra) da IIGM.
Motivos não faltam para eu ter adorado o filme Milagre de Sant'Anna, que conta a história de quatro soldados negros que se refugiam em uma casa, na Toscana, levando nos braços um garotinho italiano. A trama é relatada pouco a pouco começando por um assassinato 40 anos depois da guerra.
O filme só peca, um pouco, na cena final. Mesmo assim, assista, aprenda um pouco mais sobre a história da Itália e da guerra (além dos tiros e canhões) e emocione-se!
Gostaría que o G1 dissesse quantas mortes, no Brasil, ficaram impunes, só em 2005 (ano em que Jean Charles morreu).
Eu não sei a resposta, mas, no Brasil, acontecem cerca de 50 mil homicídios, por ano! Por aí já dá pra se ter uma idéia de quantos ficaram impunes...
Gostaría que o G1 dissesse quantos policiais foram punidos, em ações nos morros do Rio de Janeiro. Eu tb não sei, mas sei que - só no Pará - foram feitas 800 denúncias de execuções feitas por policiais.
Com que mérito a imprensa brasileira critica a polícia inglesa? Critiquem, culpem, denunciem e cobrem atitudes da polícia e da justiça brasileiras!
Roberto Saviano tinha 26 anos quando publicou o livro "Gomorra" (ainda não publicado no Brasil). Na obra, ele explica - com detalhes - como funciona o esquema financeiro do grupo Camorra (máfia conhecida principalmente no sul da Itália). Os tentáculos deste grupo, como mostra Saviano, alcançam desde o milionário mundo das grifes italianas ao tráfico internacional de drogas.
Vale a pena a leitura!
Saviano passou a ser perseguido e ameaçado pela máfia. Durante os dois últimos anos, o jornalista/escritor vive sob a proteção do governo italiano. Não tem residência fixa, não tem vida privada.
Este mês, a polícia italiana descobriu um plano para executar Saviano. A morte do escritor estava marcada para a noite de Natal. Esta foi a gota d'água para que Saviano dissesse: "quero ir embora da Itália".
Nesta entrevista à rede de televisão CNN, ele explica que o problema não foi ele ter contado sobre a máfia. O problema é que a mensagem, de mão em mão, chegou a mais de um milhão de pessoas, só na Itália. "Gomorra" já foi traduzido em mais de 40 idiomas e deu origem ao filme homônimo, que vai representar a Itália no Oscar 2009.
O filme foi exibido, no Rio de Janeiro, durante o Festival do Rio, no dia 27 de setembro deste ano.