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Uma pessoa feliz. Jornalista e escritora apaixonada. Mãe, dona-de-casa, curiosa, amiga e sempre uma aprendiz. Muito prazer!

Doidos por cinema

domingo, agosto 23, 2009

Milagre de Sant'Anna




Talvez seja pelo fato de estar na Itália e respirar a Segunda Guerra Mundial por todos os lados. Talvez seja pela sensibilidade do filme. Talvez seja pelo ator mirim Matteo Sciabordi. Talvez seja porque gosto de filmes de guerra que saem da obviedade. Talvez seja porque Spike Lee não tenha me decepcionado ao mostrar o lado negro (no sentido racial da palavra) da IIGM.

Motivos não faltam para eu ter adorado o filme Milagre de Sant'Anna, que conta a história de quatro soldados negros que se refugiam em uma casa, na Toscana, levando nos braços um garotinho italiano. A trama é relatada pouco a pouco começando por um assassinato 40 anos depois da guerra.

O filme só peca, um pouco, na cena final. Mesmo assim, assista, aprenda um pouco mais sobre a história da Itália e da guerra (além dos tiros e canhões) e emocione-se!

sábado, junho 27, 2009

"Jean Charles" - o filme que eu NÃO quero ver


O título da reportagem do G1 já me irritou.


Gostaría que o G1 dissesse quantas mortes, no Brasil, ficaram impunes, só em 2005 (ano em que Jean Charles morreu).

Eu não sei a resposta, mas, no Brasil, acontecem cerca de 50 mil homicídios, por ano! Por aí já dá pra se ter uma idéia de quantos ficaram impunes...

Gostaría que o G1 dissesse quantos policiais foram punidos, em ações nos morros do Rio de Janeiro. Eu tb não sei, mas sei que - só no Pará - foram feitas 800 denúncias de execuções feitas por policiais.

Com que mérito a imprensa brasileira critica a polícia inglesa? Critiquem, culpem, denunciem e cobrem atitudes da polícia e da justiça brasileiras!

(Foto: Toby Jacobs/Divulgação)
segunda-feira, junho 22, 2009

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

estréia: 15/07/09

sexta-feira, dezembro 12, 2008

GOMORRA

Dia 15 de dezembro, finalmente, no Brasil!

terça-feira, dezembro 02, 2008

Um filme para ver, uma música para lembrar

Em 1993, assisti ao filme "O Piano". Chorei, refleti, enfim, mexeu comigo.

Quinze anos depois, eu ainda me emociono ao ver estas cenas, ao lembrar do filme e, principalmente, ao ouvir esta música!

Posso sentir uma vida inteira através dela... perfeita!

quinta-feira, outubro 30, 2008

Saviano, o jovem que desafiou a máfia



Roberto Saviano tinha 26 anos quando publicou o livro "Gomorra" (ainda não publicado no Brasil). Na obra, ele explica - com detalhes - como funciona o esquema financeiro do grupo Camorra (máfia conhecida principalmente no sul da Itália). Os tentáculos deste grupo, como mostra Saviano, alcançam desde o milionário mundo das grifes italianas ao tráfico internacional de drogas.

Vale a pena a leitura!

Saviano passou a ser perseguido e ameaçado pela máfia. Durante os dois últimos anos, o jornalista/escritor vive sob a proteção do governo italiano. Não tem residência fixa, não tem vida privada.

Este mês, a polícia italiana descobriu um plano para executar Saviano. A morte do escritor estava marcada para a noite de Natal. Esta foi a gota d'água para que Saviano dissesse: "quero ir embora da Itália".

Nesta entrevista à rede de televisão CNN, ele explica que o problema não foi ele ter contado sobre a máfia. O problema é que a mensagem, de mão em mão, chegou a mais de um milhão de pessoas, só na Itália. "Gomorra" já foi traduzido em mais de 40 idiomas e deu origem ao filme homônimo, que vai representar a Itália no Oscar 2009.

O filme foi exibido, no Rio de Janeiro, durante o Festival do Rio, no dia 27 de setembro deste ano.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Harry Potter e a Alemanha nazista


Em "Harry Potter e as relíquias da morte", o mundo vive uma barbárie muito parecida com a que Adolf Hitler promoveu através de suas idéias racistas e anti-semitas. O extermínio de raças "inferiores" e o conseqüente banho de sangue promovido por Hitler são explicitamente retratados no último livro da série de J. K. Rowling.

A relação que a escritora britânica faz entre o mundo imaginário de Potter e o mundo real em que vivemos é extremamente inteligente ao ponto de nunca poupar o jovem leitor das tristezas que a vida ainda lhe oferecerá. Esta característica notável foi visível desde o primeiro livro da série e fechou a saga do bruxo com extrema maestria. Se para os adultos os fatos em torno da Segunda Guerra Mundial são muito bem conhecidos, a maioria dos leitores de Harry Potter só os sabe através dos livros de História.

Com Harry Potter, porém, o leitor "vive" a História. Envolvido com seus personagens, ele sente cada morte intimamente (e são muitas), revolta-se com elas, fica atônito diante da fragilidade da vida e a facilidade com que os que desejam o poder a elimina. O livro nos faz reconhecer o bem e o mal dentro de cada um de nós; as opções que fazemos em nossas vidas e suas conseqüências; o respeito ao próximo e todos os temas importantes que nortearão a vida de um jovem leitor.

O final, apesar de fantasioso, também não é totalmente fictício. Cheio de simbolismos, a vida se mostra capaz de operar milagres. Embora existam pessoas que, nem por milagres, suas almas podem ser convertidas. Não há nada de ilusório nisso.

Em uma época em que a intolerância racial, religiosa e política ainda mata milhões de pessoas todos os anos, pelo mundo, o tema não poderia ser melhor. Principalmente - reforço - para um público cujos valores estão começando a se moldar. Coincidentemente, neste domingo (25/11), dia em que acabo de ler o último livro da série de Rowling, o jornal The New York Times divulgou a relação dos 50 melhores livros de ficção e os de não-ficção de 2007. "Harry Potter e as relíquias da morte" está em 17o lugar na categoria ficção.

A saga de Harry Potter, um dia, ainda será considerada um dos melhores retratos da vida, dos homens e de suas escolhas, algo muito semelhante com as mensagens do eletrizante Matrix. Assim espero.

Oscar 2008




Ninguém melhor do que o diretor Martin Scorsese (foto) para entregar a estatueta aos irmãos Coen. Apesar de tantas obras-primas, Scorsese só recebeu o primeiro Oscar no ano passado, com "Os Infiltrados". O filme rendeu quatro prêmios, assim como "Onde os fracos não têm vez", de Joel e Ethan Coen.


Confira aqui os filmes premiados de 2008.






(foto: AP)

quarta-feira, novembro 28, 2007

"Cleópatra": ame-o ou deixe-o

Assim como a própria rainha do Egito (que na realidade era Grega), o filme "Cleópatra" foi adorado por uns, odiado por outros, na 64ª edicação do Festival de Brasília. O que não deixa de ser uma feliz coincidência. Tudo isso é a cara da Cleópatra. Prostituta, aproveitadora, para uns. Estrategista, inteligente, dinânica, humana, guerreira, para outros.
Sábado (24/11) o público vaiou o filme "Cleópatra", durante a apresentação do filme no festival. Embora fosse o favorito, a maioria não gostou. Muitos saíram do cinema antes do final. Outros, esperaram até o fim só para externar o descontentamento.

Mas a crítica adorou! "Cleópatra" foi o grande vencedor do festival, com seis Candangos:

1- melhor filme

2- melor atriz: Alessandra Negrini (Cleópatra)

3- melhor fotografia: Walter Carvalho

4- melhor direção de arte: Moa Batsow

5- melhor trilha sonora: Guilherme Vaz

6- melhor som: Leonardo Lima
Bem que Júlio Bressane disse que o público não entende nada de cinema. Bom, não foi exatamente com estas palavras, mas, quando ele disse que o Brasil não está acostumado com filme de sensibilidade, filme artístico, quer dizer que....

Bressane é figurinha carimbada nos festivais de Brasília. Adorado por uns, odiado por outros, pode ter tido uma ajudazinha aqui, outra ali. Bressane tem um estilo único de captar a beleza e a sensibilidade (isso é veradade), por isso, antes de dizer que foi justa ou injusta a consagração de "Cleópatra", vou apreciá-lo com meus próprios olhos.
Por enquanto só dá para dizer que, no fundo, isso tudo era esperado. Afinal de contas, Bressane (assim como Cleópatra, rainha e filme) também é do tipo "ame-o ou deixe-o". Ele tinha que imprimir a sua marca.
Que os deuses me ajudem!!! Quem me conhece sabe o quanto este assunto me interessa... ah, você não sabe? Leia aqui e aqui.


Até mais!

domingo, novembro 25, 2007

Brasília vaia "Cleópatra" de Bressane

O filme "Cleópatra", do cineasta brasileiro, Júlio Bressane, estreou neste sábado (24/11), na 40a edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e não agradou. A maioria esperou até o final só para vaiar o filme. Outros não aguentaram esperar até o final e deixaram a sala de cinema antes mesmo de chegar à metade do filme.

Ai, ai, ai... eu já tinha medo só de pensar em ver a minha Rainha Cleópatra sob a ótica de Bressane: lírica, porém não romântica, profunda, poética. Para mim, Cleópatra (a quem homenageei dando o nome de Cléo à minha filha) foi e é muito além disso.

Apaixonada, sim. Guerreira, inteligente, perspicaz, ousada. Analisar esta personalidade tão fabulosa por apenas uma ótica é um projeto arriscado. E Bressane (foto) sabia disso. Há relatos de que o cineasta estudou a rainha do Egito por 15 anos. Espero que isso tenha lhe dado subsídios suficientes para retratá-la.

Durante a 64a Edição do Festival de Cinema de Veneza, a apresentação de "Cleópatra", em setembro de 2006, foi extremamente elogiada pelo público e pela crítica. Para Bressan, o Brasil não tem filmes de sensibilidade e imagens artísticas, talvez seja esta a explicação à reação tão repulsiva ao filme.

Intolerável, cansativo e perturbador foram apenas alguns dos "elogios" feitos pelo público de Brasília.

Cleópatra foi rodado em 19 dias, em Copacabana, no Rio de Janeiro e tem como ponto mais alto a fotografia, de Walter Carvalho. Alessandra Negrini, embora linda e corajosa ao se aprofundar na personagem, correga no sotaque (que mistura o português de Portugal e o interior do Paraná, segundo O Globo), enquanto a direção carregou nas cenas de sexo, tornando Cleópatra quase uma maníaca sexual, segundo Vinícius Nader, do clickbrasilia.com.br.

Em julho de 2005, eu disse, aqui neste blog, que torcia para que os deuses estivessem com Bressane, Alessandra Negrini, Miguel Falabella (Júlio César) e Bruno Garcia (Marco Antônio).

Agora, rogo a proteção a mim quando puser meus olhos nesta película!
quinta-feira, setembro 27, 2007

Novo site

Amigos e amigas.

A partir de hoje, começo a publicar meus textos em meu novo site: Minha Opinião.

Além de cinema, comento também sobre política, esportes, livros, comportamento e muito mais!

O site conta com uma novidade. Algumas de minhas colunas terão, também, uma versão em vídeo.

Grande abraço a todos e obrigada por estarem comigo nesta nova jornada. Dedico este novo trabalho ao meu marido, meus filhos e a vocês que estiverem ao meu lado nestes dois anos de blogueira. Muito, muito obrigada!

Encontro vocês lá!

Grande abraço a todos!

Érika Bento Gonçalves
sábado, setembro 22, 2007

Governo, tiranias e inspirações

Não sou muito fã de filmes baseados em histórias em quadrinhos porque, na maioria das vezes, eu não conheço os quadrinhos originais. Se por um lado é bom porque tudo é uma grande novidade, por outro, muitas vezes não gosto do filme por não ter vínculo com ele. Felizmente tive algumas experiências positivas, como no caso de “V de Vingança”.

Quando minha filha chegou em casa dizendo que havia assistido ao filme e que era do tipo que eu iria gostar, não acreditei, embora a opinião dela seja muito fiel ao que eu gosto ou não. E ela sabe que eu gosto de filmes políticos!

Certo dia, na locadora, vi a caixa do filme e peguei. Assisti com meu marido, meu parceiro de todas as horas, principalmente em questões políticas. Gostamos do filme de cara! Foi um turbilhão de emoções. Ficamos apreensivos, rimos, passamos pelo silêncio absoluto, voltamos frases e diálogos até chegar ao final apoteótico. Que êxtase! Fazia tempo que eu não via uma obra como esta.

Embora o trabalho dos quadrinhistas Alan Moore e David Lloyd tivesse como alvo o comando britânico da “dama de ferro”, Margareth Tatcher, na década de 80, a trama é e sempre será atual e adaptável a qualquer nação. Todos os governos são autoritários, controlam a imprensa, as informações, o conteúdo escolar e as mentes de milhões de seres humanos. Forjam situações que justifiquem seus atos, corrompem, matam, mentem, fingem e, sob tudo isso estamos nós, habitantes de qualquer lugar.

Quem nunca teve um desejo de agir impulsivamente contra o sistema, tornar-se líder de uma revolução, vingar-se de seus algozes e, principalmente abrir os olhos e as mentes de um povo que, de tanto obedecer parou de pensar?

Para mim, esta é a mensagem principal do filme, que deve ser assistido várias e várias vezes. Não é à toa que “V de Vingança” (V for Vendetta) foi produzido pelos irmãos Wachowski, os mesmos de Matrix. Vemos em “V” a mesma relação entre o que é e o que nos fazem crer ser verdade. O visual futurista também está presente neste filme, porém, de forma mais conceitual do que visual. Embora não tenha sido escrita por eles, o toque mágico dos irmãos Wachowski está em cada cena, em todas as mensagens do filme.


A propósito, Natalie Portman (foto à esquerda) está excepcional! Mas o meu crédito vai mesmo para Hugo Weaving (foto à direita), o agente Smith de Matrix. Ele consegue transmitir todas as emoções por trás de uma máscara - cinicamente sorridente - durante todo o filme. Dá para sentir toda sua ira, paixão, revolta, tristeza e um imenso amor apenas pelo tom de sua voz. Fabuloso!

Depois de assistir ao filme, reflita sobre o nosso governo, nossa tirania disfarçada de democracia e sinta-se inspirado para fazer qualquer coisa contra isso, nem que seja em quadrinhos!
sexta-feira, setembro 14, 2007

Como nasce um psicopata

A mente de uma criança é um solo extremamente fértil e tudo o que for plantado nela cultivará facilmente e se tornará um guia para toda a vida. Agora, pegue esta mente e instale ali uma experiência incrivelmente cruel. Como esta criança reagirá àquilo ao longo de sua vida? Este é o tema principal de Hannibal – a origem do mal.

Mais do que mostrar o motivo pelo qual Hannibal Lecter tornou-se o canibal mais conhecido do cinema, o filme é uma reflexão sobre os mais profundos sentimentos. Até onde você iria para vingar a morte violenta da única pessoa que lhe restou na vida? Mais do que isso! Como você conviveria com uma possível cumplicidade nesta morte, mesmo que o tenha feito sem consciência disso?

A resposta de Lecter a estas perguntas foi: vingar-se. Para tal, não lhe faltaram determinação, frieza, inteligência e uma pitada de humor. Era o projeto do que conheceríamos no futuro.

A vingança é objeto central de muitas tramas, mas, em Hannibal – a origem do mal, eu particularmente senti-me incomodada. O espectador sente a dor daquele garotinho, revolta-se com ele e torce para que consiga cumprir seu plano. Se estivéssemos no lugar dele seríamos sujeitos a tornarmo-nos, um dia, um psicopata, então? Entre o desejo da vingança e a coragem para executá-la existe uma linha tênue ou um abismo cavado pela personalidade de cada um? Mas, esta personalidade não é moldada desde a infância, assim como os valores, a moral, a ética e o caráter? Voltamos ao ponto zero novamente.

A origem da maldade é tema de discussões, estudos e pesquisas por especialistas no mundo inteiro. O meio em que se vive, traumas da infância e até disfunções em certas áreas do cérebro são algumas das características apresentadas em pessoas com psicopatias.

O filme mostra que Hannibal teve outras opções enquanto planejava e executava seu plano de vingança, mas não as aceitou. Negar a vingança seria aceitar o que fizeram a ele e matar-se aos poucos por dentro. Ele não aceitou e, a cada passo, eliminou dentro de si as poucas possibilidades de viver uma outra vida.

Seria possível viver outra vida depois de tudo? Chegue à sua própria conclusão. Assista ao filme e pense... pense muito bem!
sexta-feira, agosto 10, 2007

Harry Potter: existe um em todos nós

Não tenho outra palavra para definir o último filme de Harry Potter senão magnífico!!!! Não estou aqui para comentar a atuação dos atores mirins ou a direção de David Yates em Harry Potter e a Ordem da Fênix. Falo como uma fã alucinada da série de J.K. Rowling.
O filme é fiel ao livro e mantém, durante praticamente todo o tempo, o clima sombrio e ameaçador em que vive o protagonista, levando o espectador a uma viagem aflitiva como a que vive o jovem bruxo.
Para a minha surpresa a edição do filme manteve (parcialmente ) uma fala que - na minha opinião - é a melhor do livro, quando Hermione tenta explicar ao adolescente Potter tudo o que se passa pela cabeça da jovem Cho, namorada de Harry. Ao final da fala, Rony (com um semblante tipicamente masculino) revida: ninguém consegue pensar tantas coisas ao mesmo tempo. No livro, Hermione diz que "as mulheres conseguem". Já no filme, ela se limita a fazer uma crítica à falta de sensibilidade do garoto. Achei fantástica a maneira como a escritora revelou aos jovens leitores uma das muitas diferenças entre os sexos.
Preferências à parte, o filme (como os outros) me fez chorar. E logo nos primeiros minutos! Ele nos faz esquecer completamente a realidade à nossa volta e nos faz mergulhar num mundo onde a maldade é tão real quanto a nossa mas a esperança e a coragem para enfrentá-la se baseam em um aspecto simples: a amizade.
Mas este não é o motivo real da minha emoção ao ver os filmes de Rowling. Confesso que qualquer coisa (bem feita) que me tire deste mundo horrível onde vivemos, me emociona. Faz-me lembrar que a vida pode ser melhor, desde que acreditemos que podemos ser menos complicados, mais confiantes e, porque não, acreditarmos que existe afinal uma magia. Não aquela que precise de uma varinha de condão, mas a magia de que todos nós somos capazes de fazer. A magia da determinação, da confiança, da auto-estima e de tudo o que é positivo. Tudo o que, no dia-a-dia, esquecemos que existe.
No fundo, no fundo, os adultos amantes de Harry Potter sentem falta da criança que - um dia - viveu dentro de cada um de nós. O livro e os filmes da série nos forçam a expôr esta criança e isso é maravilhoso! Eu recomendo!

(curiosidade: você sabia que um verdadeiro Harry Potter existe em Brenton (Flórida), nos Estados Unidos? Ele tem 78 anos e nunca leu um livro da série.... que pena!)
sexta-feira, dezembro 08, 2006

Contrastes e contradições

Os contrastes no Brasil vão além do cenário moderno das capitais em contrapartida à pobreza das favelas e sertões. Vão além de crianças em carros blindados assistindo à infância abandonada nos faróis. Vão além, ainda, da distribuição de sentenças judiciais. Os contrastes e contradições encontram-se presentes no sentimento quanto à pátria amada/odiada brasileira.

Se, por um lado o povo deste país se diz sofrido com a impunidade e corrupção, por outro, não admite que se fale de nós. Não admite que "os outros" falem de nós. Exemplo disso é a reação maciça contra o filme "Turistas", que estreou nos Estados Unidos no início deste mês.

O filme mostra um grupo de jovens americanos que vem passar as férias no Brasil e é assaltado, torturado e vítima de uma quadrilha de tráfico de órgãos. A crítica norte-americana odiou o filme. Mais pela condução e técnica (ou a falta dela) do que pela trama. O brasileiro odiou o filme mesmo sem vê-lo.

O que não dá para entender é por que tanta fúria, já que somos os primeiros a nos desqualificar na tela grande. É rotina os filmes aqui produzidos retratarem a pobreza, o abandono, o sofrimento. Exemplos? Cidade de Deus, Central do Brasil e Caminho das Nuvens, para citar alguns conhecidos do grande público. O fato é que, a maioria absoluta dos filmes brasileiros, quando não retrata a miséria, mostra a prostituição, as drogas, o sexo... e só. Um dos mais recentes lançamentos, Anjos do Sol, é um retrato pesado de uma das nossas realidades mais brutais: a prostituição infantil. A violência contra as nossas crianças é presente em mais de mil e duzentos pontos, só nas estradas federais. O filme foi o vencedor do Kikito de melhor filme, em Gramado.

A verdade é que vivemos em um país de maltratados, porém coniventes. Somos um povo sofrido, que canta e dança no Carnaval, beija a bandeira na Copa do Mundo, aplaude a própria desgraça mas se choca quando se vê no espelho com moldura estrangeira.

Mais do que os contrastes, o que assusta é a hipocrisia diante da própria imagem.
(Leia também The truth is out there e Turistas na sessão da tarde. Este último, da minha grande mestra Júnia Turra.)
quarta-feira, agosto 17, 2005

Manifesto


Recebi de uma amiga um comentário sobre o texto que me referi ao cineasta Roman Polanski. É um manifesto cheio de brilho, ternura, conhecimento de causa, coerência e paixão. Pedi permissão para publicá-lo aqui e estou no aguardo desta liberação. Vale a pena ler! Esta amiga é fantástica com as palavras!

Mas, desde já, à ela, um grande abraço e meus sinceros cumprimentos pela sua expressão.

É isso aí! Pessoal, temos que colocar nossos sentimentos para fora, destrancá-los dos porões da censura, do medo de polemizar, do receio de sermos mal interpretados. Se formos, paciência, mais vale a sinceridade do que a máscara num falso sorriso. E é por isso que confio a vc´s os comentários nos blogs. Para debatermos!

Estamos aqui para isso. Manifestar nossos sentimentos, sejam eles contrários ou favoráveis a alguém.
Até mais!
terça-feira, agosto 16, 2005

Não quero ver!


Podem me chamar do que for, mas o filme "2 filhos de Francisco", a história de Zezé de Camargo e Luciano, eu não quero ver! Li críticas sobre o filme e não adiantou. Nem os rasgados elogios à fotografia, roteiro, elenco e trilha sonora me entusiasmaram.

Aliás, por que quando se faz um trabalho contando a história triste de alguém, ninguém tem coragem de criticar? Eu não sou um exemplo de crítica porque nem assisti ao filme (e nem vou! - só para frisar). Não adianta. O problema é que não gosto deles, não gosto da música deles e não vou de jeito nenhum! (só pra frisar!).
Não sou contra a música sertaneja, nem contra os que gostam de ouvir sertanejo, eu só não suporto aqueles gritinhos em duas vozes com o semblante tão sofrido que dá dó! Dó de vê-los ali, se espremendo tanto para tirar uma nota. E sabe o que é pior? Tanto esforço para cantar a dor de cotovelo....Oh, dó!

Não vou perder meu tempo em assistir a vida dura de dois meninos em busca de um sonho. Que bom que conseguiram e estão milionários! Parabéns aos filhos do Francisco e à família inteira dele.

Não sou contra filme brasileiro, apesar de continuar com medo da versão de Cleópatra. Não tenho nada contra o cinema brasileiro. Gosto do Walter Salles, por exemplo, mas não assisti Central do Brasil. Não assisti e nem pretendo. Tem coisas que não se explica, mas não gosto muito de sentar-me num poltrona de cinema (alguém aqui tem coragem de dizer que sente-se confortável naquelas cadeiras?) para assistir à pobreza do nosso país. Não preciso disso. As ruas de São Paulo estão cheias de cenas terríveis de se ver.

Por falar no Walter Salles, o filme dirigido por ele, Água Negra, eu queria ver. Dizem que, além de ser uma excelente adaptação do filme original - o terror japonês Honogurai mizu no soko kara (de Hideo Nakata, 2002) - o elenco, a fotografia, roteiro e a trilha sonora são o que há! Que maldade... (mas este eu quero ver mesmo!).
segunda-feira, julho 18, 2005

Polanski tem jeitinho brasileiro



O cineasta franco-polonês Roman Polanski (foto 1) conseguiu, no melhor "jeitinho brasileiro", o direito de prestar depoimento em Paris, onde mora, num processo que corre na Grã-Bretanha contra a revista Vanity Fair, dos Estados Unidos.

Veja que confusão criada pelo cineasta simplesmente porque tem medo de ser preso! Eu explico, mas vamos por partes.
Mesmo morando em Paris, Polanski abriu um processo por calúnia e difamação contra a revista Vanity Fair na Grã-Bretanha pq lá as regras contra estes crimes são mais severas. A revista divulgou que Polanski teria se encontrado com uma jovem num restaurante e oferecido o estrelato a ela pouco antes do enterro de sua mulher na época, Sharon Tate (foto 2). Tate, que estava grávida, foi brutalmente assassinada por Charles Manson (foto 3) e sua gang em 1969.
Só que, o cineasta tem medo de prestar depoimento em solo britânico e ser extraditado para os Estados Unidos, já que os dois países possuem um acordo de extradição.

Por que ele foge da terra do tio Sam? Em 1977 ele foi condenado (nos Estados Unidos) por manter relação sexual com uma adolescente de 13 anos, na casa do ator Jack Nicholson. Antes da condenação, Polanski fugiu dos Estados Unidos e se refugiou na França.

Esta será a primeira vez que uma audiência é feita por vídeo conferência e deve durar uma semana.

Polanski quer punição severa para a revista mas foge da prisão decretada nos Estados Unidos. Isso é ou não é coisa de brasileiro?
sexta-feira, julho 15, 2005

Harry Potter: 24 horas de emoção!



O que o livro de Harry Potter está fazendo num blog sobre cinema? Elementar! Harry Potter é leitura, é imagem, é música, é magia, é tudo! Hj eu não poderia deixar de falar sobre o bruxinho mais charmoso do planeta. É que começa hoje a maior festa mundial para o lançamento do sexto livro da série de Hogwarts.

Apesar do lançamento mundial acontecer somente amanhã (16/07), aqui no Brasil várias livrarias fazem uma verdadeira vigília a partir de agora. Para dar início às vendas do livro Harry Potter and the Half-Blood Prince (Harry Potter e o Príncipe Bastardo - tradução ainda não oficial), livrarias em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Goiás, Porto Alegre, Rio de Janeiro e João Pessoa promovem concursos, gincanas, games e até a leitura de alguns capítulos do primeiro livro da série nesta sexta-feira. O delírio deve virar a noite, passar pelo lançamento oficial e terminar só na noite do dia seguinte.

No sábado, quando estiver aberta oficialmente a temporada Harry Potter VI, as livrarias do mundo inteiro começam a vender a obra (somente em inglês!). O lançamento será marcado por números fabulosos! A editora distribuiu 10,8 milhões de exemplares. A primeira edição do livro anterior da série, "Harry Potter e a Ordem da Fênix", detinha o recorde com uma tiragem de 8,5 milhões em 2003.

Se na gráfica os números superam o último livro, nas encomendas online o montante não é diferente. A Amazon divulgou recentemente que já tinha 1,4 milhão de livros encomendados (em inglês!). O livro anterior atraiu 1,3 milhão de encomendas.

O livro traduzido para o portguês só chega às livrarias brasileiras em novembro. Aguenta, coração!
terça-feira, julho 12, 2005

Cleópatra, made in Brazil




É isso mesmo. A minha rainha egícia - que na verdade era Grega - será encarnada agora em Alessandra Negrini. Digo "minha" rainha porque se precisar de alguma fã desta mulher inteligente, forte, segura, determinada e sedutoramente feminina, estão diante de uma: eu!

Apesar de ser famosa pela beleza, Cleópatra não tinha dotes magníficos (como retrata o busto ao lado, desenterrado em Roma 18 séculos após a sua morte), mas sempre foi e sempre será a minha musa!

Por isso confesso que vê-la num filme brasileiro, me dá arrepios! Mas, há sempre uma esperança. Se tomarmos como referência os últimos filmes brasileiros, somado ao toque de arte do diretor Julio Bressane, ufa... dá para respirar um pouquinho.

Bressane é o típico diretor "ame ou deixe-o", porém, foi a grande estrela do último Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O "Filme de Amor", de Bressane, faturou nada menos do que os prêmios de Melhor Filme, Melhor Fotografia e Melhor Trilha sonora. Famoso por sua sensibilidade, introspecção e um olhar único sobre a beleza, Bressane pretende retratar exatamente o lado sensível da rainha, sem esquecer a grande estrategista que ela foi. Filmado no Rio de Janeiro, Cleópatra deve estrear no início do segundo semestre.








Que os deuses estejam com Bressane, Alessandra Negrini (Cleópatra), Miguel Falabella (Júlio César) e Bruno Garcia (Marco Antônio)!